A inteligência artificial ajudou a salvar a vida de um homem que sofria com a síndrome de POEMS e já havia recebido o diagnóstico terminal, ao sugerir um tratamento ainda não tentado pelos médicos. O caso aconteceu nos Estados Unidos, no ano passado, como revelou o The New York Times na última semana.

Lutando contra a doença rara que deixou suas mãos e pés dormentes, o coração dilatado e os rins falhando, Joseph Coates estava bastante debilitado para encarar tratamentos convencionais. Sem desistir de salvar o namorado, sua companheira, Tara Theobald, pediu ajuda ao médico da Universidade da Filadéfila, David Fajgenbaum.

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Em geral, o tratamento para a doença inclui corticosteroides, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e transplante de células-tronco. (Imagem: Getty Images)

O email enviado por ela ao especialista em doenças raras, que o casal conheceu no ano anterior, foi respondido poucas horas depois com a sugestão de um tratamento que combinava quimioterapia, imunoterapia e esteroides, gerado por uma ferramenta de IA. Essa mescla nunca havia sido testada em Coates, até então.

E o paciente não demorou a responder ao tratamento, apresentando os primeiros sinais de melhora uma semana depois. Cerca de quatro meses após começar a terapia, o jovem se recuperou o suficiente para passar por um transplante de células-tronco e atualmente está em remissão da síndrome de POEMS, de acordo com a publicação.

IA em busca de cura para doenças raras

Assim como no caso de Coates, a IA pode ajudar a salvar muitas outras vidas ao sugerir tratamentos diferenciados para doenças raras. A tecnologia vem sendo utilizada para aprimorar um processo chamado reutilização de medicamentos, que já era feito pelos médicos.

Como detalha a reportagem, laboratórios e universidades de todo o mundo passaram a usar modelos de IA como o desenvolvido pela equipe de Fajgenbaum em busca de opções para tratar distúrbios inflamatórios fatais, formas raras e agressivas de câncer e doenças neurológicas de grande complexidade. Com frequência, as terapias recomendadas pelos bots são eficazes.

“Existe um verdadeiro tesouro de medicamentos que poderiam ser usados para muitas outras doenças. Nós apenas não tínhamos um método sistemático para analisá-los. Seria um desperdício não tentar isso, já que esses medicamentos já estão aprovados. Você pode comprá-los na farmácia”, afirmou o líder de um grupo especializado em reutilização de medicamentos, Donald C. Lo, ao NYT.

Os sistemas orientados por IA são capazes de analisar enormes quantidades de dados médicos em busca de padrões, detectar sinais precoces de doenças e recomendar tratamentos. À medida que a tecnologia avança, espera-se que pacientes sem opções de terapia obtenham uma nova esperança de cura.

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