O mensageiro Telegram não está em uma boa fase no Brasil e tem cada vez menos usuários no país. Esse é um dos dados revelados pelo levantamento Assistentes de IA e mensageria no Brasil, feito pelo site Mobile Time em parceria com a Opinion Box.
De acordo com o relatório, o Telegram já está no segundo ano consecutivo de queda em “penetração no mercado”, ou seja, na quantidade de pessoas com o aplicativo instalado. De janeiro de 2024, quando estava em 63% dos apps, ele agora passou para 57%. O auge do aplicativo por aqui foi em 2023, quando ele chegou a 65% dos dispositivos nacionais. Segundo os analistas, a tendência é de que o número seja ainda menor na pesquisa seguinte.

Além disso, o Telegram tem o nível percentual mais baixo na pesquisa quando a pergunta é se o consumidor abre o aplicativo todos os dias. Neste caso, só 19% da base instalada no Brasil confere as mensagens no serviço diariamente — para efeitos de comparação, até mesmo no Signal (26%) há maior frequência. A maior parte dos usuários só vê ele “algumas vezes por semana” (22%) ou até “quase nunca” (22%).
O Telegram cresceu no Brasil nos últimos anos como uma alternativa ao WhatsApp, em especial por permitir canais maiores e o compartilhamento de arquivos. Além disso, ele também foi muito usado para práticas criminosas, em especial pela até então pouca colaboração da própria plataforma com as autoridades durante investigações judiciais — algo que começou a mudar só nos últimos meses do ano passado.
E os outros mensageiros no Brasil?
Ainda segundo o estudo, o WhatsApp segue com um domínio absoluto de mercado no campo de mensageiros para dispositivos móveis no país. Ele está em 99% dos smartphones ativos no Brasil, de acordo com a pesquisa, com o segundo colocado sendo as mensagens diretas do Instagram (91%) — mesmo que essa não seja a proposta principal e mais atrativa da rede social.
Em seguida, aparece o Facebook Messenger (66%), que também apresenta alguns sinais de queda na popularidade. Já o último colocado entre os serviços pesquisados é o Signal (14%), com uma base estável de usuários e uma proposta diferente, já que é focado em privacidade.

A pesquisa entrevistou 2.099 brasileiros com 16 anos ou mais e donos do próprio smartphone entre 15 e 30 de janeiro de 2025. A pesquisa completa é gratuita para baixar e pode ser conferida por este link.